Ética e Poder, na Astrologia e na Consultoria Astrológica


Ética e Poder, dentro da Consultoria Astrológica

Janine Milward

As questões relacionadas à ética pessoal dentro do trabalho junto à ciência da astrologia, bem como as questões relacionadas ao Poder e ao seu (bom) uso.


A ética é uma questão absolutamente fundamental, a meu ver.  Porém, eu também compreendo que a fundamentação da ética em si é algo inteiramente estruturado no ponto de vista pessoal de cada um de nós.  Ou seja, aquilo que para mim pode parecer absolutamente anti-ético, para outra pessoa pode parecer inteiramente dentro da boa ética!  Céus, essa é uma real dicotomia, na vida!

Dentro da Astrologia, existe o Poder.

Que poder é esse? É o fato de nos colocarmos em posição de lermos e interpretarmos o Risco do Bordado da outra pessoa.  É certo que sempre faremos isso estruturados em nossa cultura pessoal, em nossa espiritualidade pessoal, em nossa postura pessoal diante da vida, em nossa ética pessoal....  mas a verdade é que estamos diante do Risco do Bordado, do desenho do desejo de realização da Alma de uma pessoa, estamos diante de questões que essa Alma trouxe, de forma sintetizada de algumas de suas vidas passadas, para serem realizadas e vivenciadas nessa vida de aqui-e-agora; estamos diante do Risco do Bordado que essa Alma quer vivenciar hoje e se orientar em relação às suas vidas futuras.

Através do fato de que podemos sacar a essência da pessoa, seus Aspectos mais harmoniosas e menos harmoniosos, seus Trânsitos de vida mais harmoniosos e menos harmoniosos, seus ciclos de vida que podem se apresentar mais harmoniosos ou menos harmoniosos...  , enfim, tudo isso nos traz o Poder, não é mesmo?

Sendo assim, existe a necessidade de bem embasarmos esse nosso Poder dentro da nossa bem embasada, bem conscientizada, Ética.

E penso também que Ética pressupõe não somente um ponto-de-vista pessoal mas também um ponto-de-vista estruturado na ferramenta as quais estamos fazendo uso – normalmente em termos profissionais ou mesmo em termos pessoais e sociais e planetários, com toda a certeza.

Ao longo de meus tantos e tantos anos de prática de consultoria, de aulas e de escrita de textos e de livros na Astrologia, venho percebendo que, por mais que eu exerça e pratique esta ciência subjetiva das estrelas, ela vem sempre me ensinando mais e mais acerca seus arquétipos e como estes funcionam dentro do Baile de Arquétipos inserido nos mapas astrais e tudo isso aliado à vida pessoal, ao Dharma e ao Karma do Caminhante ou da situação em questão!

Sendo assim, eu diria que, por mais que pensemos que sabemos profundamente sobre alguma matéria, sempre esta estará nos apresentando seus novos temas, suas novas e sempre presentes possibilidades que não foram apresentadas anterioremente, que não foram ‘sacadas’ anteriormente, que não foram percebidas anteriormente, que não tiveram oportunidade de se mostrarem anteriormente, em tempo e espaço que andam sempre para frente mas que guardam as verdades do hoje orientado para o passado.

Neste sentido, eu penso sinceramente que a boa Ética na Astrologia nos leva a pensarmos duas vezes se estamos vivenciando-a realmente ou se estamos nos enganando e usando o Poder sempre que quisermos – seja de maneira explícita ou seja de maneira implícita -, usando o Poder sem nos darmos conta de que sempre existem outras tantas possibilidades arquetípicas que nunca poderão ser percebidas num simples aqui-e-agora no trabalho astrológico.

Portanto, existem situações que, a meu ver, não se coadunam com o fusionamento, consciente ou inconsciente, da boa Ética com o (bom ou mau uso do) Poder.

E uma dessas situações, por exemplo, acontece quando uma pessoa está diante da possibilidade de erigir o mapa astral de nascimento, Risco do Bordado, antecipatório a este mesmo nascimento.

Entre outras questões kármicas, é preciso ressaltar o fato de que: será que questões preconceituosas não estarão sendo levadas em conta e portanto, prejudicando este trabalho, pseudo trabalho, eu diria?  Será que uma rápida ou mesmo longa olhada nos mapas potencialmente sendo compostos para o nascimento de uma criança estão efetivamente levando em conta o Baile dos Arquétipos e suas zilhões de situações..., situações estas que se apresentarão somente ao longo dos tantos e tantos anos da vida deste ser, ou desta situação dada, e que poderão ou trazer grandes alegrias ao consultor astrológico (ou mesmo, simples aprendiz ou curioso) em Astrologia ou poderá sempre lhe trazer grandes sustos e a compreensão de que jamais poderia ter imaginado, com antecedência prudente, sobre questões nem sempre agradáveis que estarão acontecendo e podendo desagradar tanto ao ser que teve seu mapa ‘tecido’ por abuso de Poder – acarretado por ausência de compreensão acerca a extensão de situações que acontecem a partir de um Baile de Arquétipos - e ausência de boa Ética na Astrologia, ou mais ainda, pelo próprio consultor em astrologia que erigiu determinado mapa de nascimento!

E eu diria que em termos destas questões acima comentadas no parágrafo imediatamente acima poderão ser ainda mais enfatizadas e intensificadas quando estas questões acontecem dentro do âmbito familiar.


Outra questão a ser conversada acerca de nosso trabalho, enquanto profissionais e consultores de astrologia: embora seja difícil se explicar ao cliente desejoso de invadir o mapa de marido, ou de algum amigo ou de namorado ou do sócio.... embora seja difícil se explicar sobre a questão da ética envolvida e sobre o poder envolvido nessa invasão de mapa.... é preciso que saibamos como agir nessas situações.

De uma forma geral, eu apenas realizo a leitura do mapa astral de uma terceira pessoa se a terceira pessoa me trouxer seu consentimento para tanto!  Certamente existem exceções: a mãe que quer saber sobre o mapa astral de seu filho, por exemplo. Mas mesmo nesses casos, se o filho tiver mais do que dezesseis, dezessete anos, aí então eu já digo que eu estaria pronta a fazer a consulta de leitura do mapa astral diretamente com a presença desse filho e já com a não-presença da mãe.  E é claro que existem sempre outros casos de exceção.

Como um exemplo, há alguns anos atrás, eu tinha uma cliente muito interessante, grande escritora, escritora famosa, realmente.  Éramos também boas amigas.  Certa vez, ela me trouxe o horário de um novo namorado seu, uma pessoa que ela queria namorar e me pediu para dar uma olhada no mapa dessa pessoa e me dizer alguma coisa sobre ela.  Eu me recusei a tanto.  Em suma, ela deixou de querer ser minha amiga - além de não mais ter voltado a ser minha cliente.  Ela ficou furiosa....  mas enfim, o que fazer?

É preciso, portanto, amigo das estrelas, que tenhamos boa ética e nos mantenhamos dentro do andar da carruagem dessa boa ética que pretendemos assumir!

É preciso que a gente tenha um olho bem aberto para não deixarmos nossos clientes, ou amigos, ou parentes, ou alunos – ou mesmo a nós mesmos, em nosso ego -, ou quem quer que seja nos diga como trabalhar, como realizar nosso trabalho.... nos imponha suas necessidades pessoais ou seus desejos pessoais....  enfim, tudo aquilo que não esteja de acordo com nossa ética pessoal e com o bom andamento do nosso trabalho.

É preciso que saibamos lidar com o Poder e com a Ética, dentro da astrologia.  E não somente dentro da astrologia, também dentro de outras ciências divinatórias.  Assim eu penso.

E penso também, que você, amigo das estrelas, haverá de compreender sobre a importância das questões sobre Ética e Poder, ao longo de seu caminho sendo percorrido dentro da astrologia: quanto mais você vier a saber sobre a ciência da astrologia, mais você haverá de buscar seu patamar pessoal acerca de Ética e de Poder.
.....................

Em  termos do Mapa Composto e da Sinastria, eu diria que as questões acima comentadas deverão ser levadas em consideração, sem dúvida alguma.

Quando acontecem os casos de pedidos desses Trabalhos, eu realmente explico ao cliente a situação da ética minha profissional e peço que a outra pessoa a ser inserida no contexto do Trabalho venha até a mim para me fornecer seus dados pessoais e me trazer sua autorização explícita para que eu possa abrir seu mapa astral natal e os demais mapas coadjuvantes e teça o mapa composto e a sinastria com o cliente que realizou o pedido.

Eu penso que é bem melhor agir dessa maneira - mesmo correndo o risco de perder clientes insatisfeitos com essa minha exigência.

Finalmente, meu conselho aos meus amigos das estrelas é que não fiquem por aí dizendo sobre suas datas de nascimento, seus dados de nascimento - fundamentalmente em relação ao horário desse nascimento.  E por que não?  Porque assim nos preservamos em relação ao Poder mal-usado de pessoas de baixa ética quererem adentrar nosso Risco do Bordado, onde se revela nosso Eu Sou, nosso Eu Fiz, nosso Eu Faço e nosso Eu Farei, de maneira inteiramente clara e transparente. 

Sendo assim, forneça seus dados pessoais de nascimento - fundamentalmente o horário (que nos permite levantar o mapa corretamente) - apenas para as pessoas em quem você se sente confiança.

Com um abraço estrelado,
Janine Milward

Texto extraído do Capítulo 1 de Seu Livro de Vida
Quase tudo o que você quer saber sobre Astrologia da Alma e do Autoconhecimento

SEU LIVRO DE VIDA
© 2008 
http://seulivrodevida.blogspot.com.br/
Janine  Milward
Quase tudo o que você quer saber sobre
 Astrologia da Alma e do Auto-Conhecimento,
em 22 Capítulos/Volumes!
Editora Estrela do Belém

Mais Considerações e Reconsiderações acerca de Netuno e de Plutão e do Transplutoniano ainda não-descoberto (que eu denomino de Ísis)


Mais Considerações e Reconsiderações acerca de Netuno e de Plutão
e do Transplutoniano ainda não-descoberto
(que eu denomino de Ísis)

Janine Milward


Os Planetas que vêm depois de Saturno - Quíron, Urano, Netuno, Plutão e o Transplutoniano Ísis (que eu aguardo com ansiedade sua descoberta... ) - são denominados de planetas transpessoais, ou seja, todos possuem uma visão além da visão pessoal e social: é uma visão planetária e também é uma visão universalizada.  Netuno e Plutão, fundamentalmente, são considerados, antes de mais nada, Planetas que nos inserem em um imenso contexto social e planetário devido ao fato de que possuem órbitas extremamente longas em suas movimentações de translação em relação ao Sol - Netuno, em 164 anos, e Plutão, em 248 anos!

Sabemos que os signos por onde os Planetas Netuno e Plutão moram em nosso mapa astral, são considerados signos pessoais netunianos e plutonianos para cada um de nós, é claro, mas são fundamentalmente considerados signos geracionais, ou seja, um imenso número de Almas que acabam encarnando dentro de uma mesma situação arquetípica de uma mesma geração, dentro de uma quase mesma realidade de atuação de Transcendência e de Metamorfose e Regeneração no Planeta Terra.  E sabemos também que cada Alma tece seu Risco do Bordado de acordo com o momento absolutamente perfeito e que conte a história do passado, do presente e do futuro que essa Alma pretende viver - em seus Karmas e Samskaras a serem resgatados - no Planeta Terra.

Netuno entra em cena após Urano, o Despertar da consciência mais elevada, e por isso mesmo age através o arquétipo da elevação propriamente dita dessa mesma consciência que potencialmente foi despertada por Urano: é considerado o Planeta da Transcendência, da compreensão de que realmente existe muito mais entre o céu e a terra que a vã mente pode sequer supor... mas que a consciência mais ampliada não somente supõe como a vivencia, inteiramente.  Por outro lado - e certamente por essas mesmas razões -, Netuno também nos mostra que possui um radical outro lado de sua mesma moeda: é o arquétipo da ilusão e da desilusão; do engano e do desengano; do escapismo; da adição aos vícios mais rasteiros e cruéis; da mendicância; da perda, da dissolução, da neblina perene, da nebulosidade que não apresenta a verdade de forma clara e transparente...

Sempre nos lugares onde encontramos Netuno - posição natal e lugar em trânsito - são os pontos referentes a tudo aquilo que devemos trazer da subjetividade à objetividade, em nossa vida.  Porém, em sendo Netuno um arquétipo de real transcendência, é sempre muito difícil sabermos a que essa subjetividade se refere.  Sendo assim, a maioria das pessoas perde a boa oportunidade de vivenciar a real dimensão de elevação espiritual advinda de Netuno e vivenciam tudo isso através de escapismos vários e infelizmente, da adição às várias drogas e aos vários vícios. 

É sempre dentro dos lugares de posição natal e de posição em trânsito que Netuno nos revela sobre as verdades subjetivas de nossa vida que precisam ser trazidas à objetividade. Assim acontecendo, sonhos estruturados em ilusão... se esfumaçam no ar.... e apenas permanecem os sonhos estruturados nos reais desejos da Alma.

Netuno é um Planeta extremamente singular, em sua arquetipologia.  Digo isso porque não se tem muito como compreende-lo: ele sempre nos escapa à compreensão.  É um Planeta que possui sua energia intensa sobre as pessoas voltadas para a arte e para o espírito, para a religiosidade e para a espiritualidade.  Porém, quando as pessoas não são voltadas para essas questões ou mesmo se as usam de forma um tanto enganada - algo bem comum a acontecer estando Netuno envolvido -, suas tendências é a objetivar Netuno através de vícios, escapismos, drogas, esfumaçamento da verdade e das situações da vida.

De alguma forma, sendo Netuno o arquétipo semelhante aos Peixes e à Casa Doze, existe sempre um sentimento de perda envolvido com o Planeta da Transcendência.  E por que falamos em perda?  Porque tanto Peixes quanto a Casa Doze são sinônimos de conclusões, de términos, de finalizações.  Quase sempre, essas questões são vistas como perdas.

Sendo assim, Netuno pode apontar, em nosso mapa astral, em nosso Risco do Bordado, o lugar onde passamos por perdas - efetivamente dentro do mundo da manifestação..., e ao mesmo tempo, o lugar onde essas perdas se transformam em ganhos - efetivamente dentro do mundo da não-manifestação.  Trocando em miúdos: em se tratando de Netuno, de Peixes e de Casa Doze, as perdas são mais objetivas quando vistas e sentidas e vivenciadas dentro do mundo da manifestação.  Quando as perdas são mais subjetivas e vistas e sentidas e vivenciadas dentro do mundo da não-manifestação, elas são transcendidas em ganhos.
.......................

Em sendo Netuno um Arquétipo voltado para a Transcendência, para as conclusões e para as perdas, para os esfumaçamentos, escapismos.... nas situações pessoais e coletivas, é preciso que os eventos que nos vão acontecendo sejam também coadjuvados pelas demais pessoas junto a nós! 
O posicionamento do Planeta Transpessoal Netuno dentro de nosso Risco do Bordado ou mesmo em Trânsito e realizando seus Aspectos - mais harmoniosos ou menos harmoniosos -, nem sempre são inteiramente pessoais e quase sempre nos são bastante sociais e coletivos, pressupondo também questões relacionadas com os eventos e as ações das pessoas em torno à nossa vida!  Sendo assim, é sempre necessário que haja uma adequação de tempos, dentro dos eventos e das situações acontecidas, no palco de nossa vida, nos textos, nos cenários, dos atores principais e nos atores coadjuvantes da grande peça de teatro de nossa vida.

...........................

Plutão é Senhor do Umbral pois permanece praticamente no limite dos Planetas conhecidos e assumidos pelas ciências físicas e metafísicas (mesmo que recentemente tenha sido destronado... pela astronomia, permanece incólume dentro da astrologia).  Plutão já nos aponta para um novo mundo, uma nova visão da vida, já para além dos parâmetros do nosso sistema solar, cujo soberano é o nosso Sol. E sempre Plutão nos fala de muitos, muitos conhecimentos que guarda dentro de si, seus mistérios, seus segredos.  Esses conhecimentos somente poderão ser acessados após nossa passagem de metamorfose e de regeneração plutonianas.  E esses conhecimentos são guardados por Ísis, a guardiã dos segredos do conhecimento.  O homem ainda não está pronto para apreender o arquétipo de Ísis, porém logo, logo, estará, sem dúvida alguma.

Sendo assim, Plutão somente conseguirá realizar a Alquimia da vida infinita e iluminada... caso Ísis, um arquétipo Transplutoniano, o ajude nessa tarefa - a partir dos conhecimentos guardados por Ísis, isso é certo!  E para que consigamos alcançar os conhecimentos guardados por Ísis, para que possamos nos conscientizar desses conhecimentos - que ainda repousam em nossa inconsciência pessoal e coletivo pois que o Planeta ainda não foi descoberto... -, temos que nos posicionar dentro de nosso Caminho da Iluminação e com firme intenção de alcançar nossa meta nesse Caminho: mente infinita e iluminada.

Somente nossa mente infinita e iluminada poderá Alquimizar nosso corpo físico em Corpo de Luz, Corpo Solar, dentro do nosso Caminho da Liberação, com vida infinita e iluminada.   O Liberado, o Imortal, não precisa mais retornar à encarnação pois está liberto da Roda da Vida, da Samsara, assim como a conhecemos.  Se quiser, o Imortal poderá retornar sim, através seu serviço como Bodhisattva.

Também a Alquimia que pode ser vista dentro desses arquétipos é bem revelada quando o homem se torna Homem Sagrado: Mestre Jesus, desde cedo em sua vida, trazia vida ao pássaro morto, transformava a água em vinho, trazia vida ao morto e enterrado Lázaro, curava, transmutava.  Portanto, vemos que ao trilhar o Caminho da Liberação ou Imortalidade - Caminho sendo trilhado por Mestre Jesus quando ingressou na encarnação - a mente iluminada e infinitizada do Homem Sagrado funciona intensamente dentro das energias de Plutão e de Ísis, com o conhecimento profundo acerca da verdadeira metamorfose e da verdadeira regeneração.
................

Plutão, em sendo o regente de Escorpião e da natural e correlata Casa Oito, nos traz o sentido da metamorfose e da regeneração.  Tudo isso pode ser visto através o próprio desenho do número 8: é o desenho do infinito.  É o desenho do Consciente aliado ao Inconsciente; é o desenho do mundo da manifestação aliado ao mundo da não-manifestação; é o desenho de tudo aquilo que encontra sua morte, sua transmutação, para caber dentro de uma nova vida, de uma transmutação de sua realidade.  Também em Plutão veremos tudo aquilo que a humanidade entre si compartilha,  a própria natureza e toda a riqueza que essa natureza nos traz.  Isso acarreta o poder. Tudo isso, em seu 8 que  acolhe a infinitude, traz o conhecimento.

Em sendo Plutão um Arquétipo voltado para o poder e o conhecimento, segredos e mistérios, para a metamorfose e para a regeneração, nas situações pessoais e coletivas, é preciso que os eventos que nos vão acontecendo sejam também coadjuvados pelas demais pessoas junto a nós! 

O posicionamento do Planeta Transpessoal Plutão dentro de nosso Risco do Bordado ou mesmo em Trânsito e realizando seus Aspectos - mais harmoniosos ou menos harmoniosos -, nem sempre são inteiramente pessoais e quase sempre nos são bastante sociais e coletivos, pressupondo também questões relacionadas com os eventos e as ações das pessoas em torno à nossa vida!  Sendo assim, é sempre necessário que haja uma adequação de tempos, dentro dos eventos e das situações acontecidas, no palco de nossa vida, nos textos, nos cenários, dos atores principais e nos atores coadjuvantes da grande peça de teatro de nossa vida.

Transplutoniano, que eu denomino de Ísis, guardiã dos conhecimentos não-revelados. 
Eu penso que os conhecimentos advindos de Ísis não estão ainda dentro de nossa possibilidade de vir a entende-los enquanto conhecimentos. Veja bem, caro Amigo das Estrelas, eu disse a palavra AINDA.  Penso que em tempos não distantes, teremos a oportunidade para tanto, assim eu penso e espero.  Os Conhecimentos que já amealhamos vêm sendo concretizados por Saturno e recentemente, vêm sendo extrapolados em suas verdades através o arquétipo de Urano.  No entanto, os conhecimentos a nós referenciados através Ísis, a meu ver, serão por nós obtidos somente quando estivermos recebendo nossa Proficiência de nossa Iniciação obtida através o arquétipo de Plutão, o metamorfoseador e o regenerador.   E essa Iniciação nos estará colocando em nosso Caminho da Iluminação, para obtermos mente infinita e iluminada.  Após esse Caminho, e ainda para podermos realmente nos sintonizarmos com os conhecimentos advindos de Ísis, teremos que nos estar colocando em nosso Caminho da Liberação, ou Imortalidade, com vida infinita e iluminada.
Portanto, para que possamos compreender os conhecimentos advindos de Ísis, eu penso que existem duas possibilidades:

Uma, que a Terra, nosso Planeta Mãe-Gaia, já tenha passado por um tal Revirão de vida e de morte, que a ciência possa vir a apresentar à metaciência, que a física possa vir a apresentar à metafísica, a localização objetiva do ainda subjetivado Planeta Ísis.  Isso acontecendo - assim como aconteceu em relação a Urano, a Netuno, a Plutão e a Quíron e demais alguns outros pedaços de pedra... - toda a questão de Ísis poderá vir à tona da nossa consciência pessoal, social e planetária, advinda do nosso inconsciente pessoal, social, coletivo e planetário.  O Planeta Terra e nós poderemos nos colocar já estruturadores desses conhecimentos e somente então - somente então - os perceberemos enquanto conhecimentos, não antes, não ainda.

A meu ver, não estamos longe desse momento, não estamos não.  Espero mesmo, que esse momento chegue enquanto eu ainda estiver nesse plano de materialização do Planeta Terra - nem que seja para ratificar - ou não - minha teoria sobre Ísis.

.............

Penso que Ísis já é um aspecto daquilo que podemos compreender como o Bodhisattva: ela tinha uma missão já inteiramente conscientizada, no Planeta Terra, e não descansou enquanto não a cumpriu: trazer seu filho à luz da vida, advindo da não-luz da morte.

E, ao dizer-se que Hórus era um deus-falcão, filho de Ísis plenamente viva e de Osíris ressuscitado o tempo suficiente para poder gerar o filho da vida e da morte..., e que mais tarde Hórus conseguiu realizar a vingança de Ísis eliminando Seth, o usurpador da vida e da morte, vemos que, a partir de Plutão e de Ísis, da morte e da ressurreição para uma nova vida, o deus-falcão vai encarnar, realmente, a sabedoria transmitida por sua mãe e levar essa sabedoria adiante - pois já traz consigo a verdadeira fusão da Alma e do Espírito, a realização suprema da mente infinita e iluminada e da vida através o corpo infinito e iluminado.

Possivelmente, se for realmente verdadeira a presença de Ísis entre nós através a figura física de um Planeta Transplutoniano a ser descoberto no futuro..., quem sabe também não nos encontremos com um outro Planeta, em seguida, através a figura física de Hórus?

E mais: se virmos a figura do Falcão buscando materializar em si mesmo a Lua e se fusionando com o Sol..., iremos encontrar o doce enlace da Alma (Lua) com o Espírito (Sol).

Sobre esse tema, leia o que Cirlot nos diz, em seu dicionário sobre os símbolos, acerca de A Papisa, aquela que ocupa a segunda posição dentro das cartas do Tarot:

“A Papisa - Segundo arcano do Tarot.  Representa Ísis, como divindade da noite.  Aparece sentada, tendo na mão direita um livro entreaberto e na esquerda duas chaves, uma de ouro (Sol, verbo, razão) e outra de prata (Lua, intuição e sensitividade, imaginação).  Seu trono se acha alegoricamente entre duas colunas (porque o dois corresponde ao princípio feminino), as que no Templo de Salomão eram chamadas Jaquim e Boaz, unidas pelo véu que fecha a entrada do santuário.  A primeira coluna (solar) é vermelha e corresponde ao fogo, à atividade; a segunda coluna (lunar) é azul. A tiara que coroa a cabeça da Papisa em um crescente lunar (símbolo das fases, do mundo fenomênico), mostra o predomínio do princípio passivo, refletor e feminino.  Apóia-se sobre a esfinge das grandes interrogações cósmicas e sobre o chão.  Este apresenta ladrilhos brancos e negros alternados, demonstrando que tudo na realidade está submetido à lei do acaso e dos contrastes. “

Bem, sabemos que A Papisa é aquela figura que encobre os conhecimentos, não é verdade ? - diferente da figura de O Papa que os apresenta a quem quer que venha busca-los, sempre. Se diz que para O Papa, os conhecimentos são exotéricos e que para A Papisa, os conhecimentos são esotéricos.  No caso de A Papisa os conhecimentos serão doados, sim, porém somente para aqueles que souberem como ir através o véu da ilusão e da ignorância, o Iniciado.

Na mão direita, ela traz um livro entreaberto ou um rolo de papiro - e veja, ambos estão semi-cerrados, ocultando o conhecimento porém com disposição de abri-los aos Iniciados.  E na mão esquerda, ela possui a Alquimia da fusão entre o ouro e a prata, o Sol e a Lua, o Espírito e a Alma, a razão e a intuição, a sensitividade.

Sabemos que o cérebro direito é o lugar da sensibilidade e é atuado por nossa mão esquerda.  E sabemos que o cérebro esquerdo é o lugar da razão e é atuado por nossa mão direita.  Sendo assim, A Papisa faz a fusão entre essas questões, a alquimia dessas questões, trazendo os conhecimentos estruturados pela razão a serem conhecidos através a sensibilidade e os conhecimentos estruturados pela sensibilidade psíquica a serem conhecidos através a razão.

COM UM ABRAÇO ESTRELADO,
Janine Milward


Saiba mais sobre os Planetas Sociais e Transpessoais acessando:

O Despertador da Consciência mais Ampliada que redesenha nossa vida a partir de cortes guilhotinais e inesperados.  A Revelação do Desejo de Encarnação, da Alma.
O Senhor do Tempo, do Umbral e do Karma
O Curador Ferido e Mestre dos mestres
O Dharma, o Deus dos Deuses e dos Homens, Benfeitor e Justiceiro
A Transcendência e a Metamorfose e Regeneração

Aulas Teóricas e Aulas Práticas estruturadas nos Mapas dos Alunos do Curso Amigos das Estrelas (com suas devidas permissões)

SEU LIVRO DE VIDA
© 2008 
http://seulivrodevida.blogspot.com.br/
Janine  Milward
Quase tudo o que você quer saber sobre
 Astrologia da Alma e do Auto-Conhecimento,
em 22 Capítulos/Volumes!
Editora Estrela do Belém